Investigação Forense Digital na Resposta a Incidentes (DFIR)Investigação Forense Digital na Resposta a Incidentes (DFIR) - RCZ Segurança para Evoluir

Forense Digital na Resposta a Incidentes (DFIR)

Conteúdo

  1. O real papel do DFIR
  2. A importância de uma Investigação Forense Digital na Resposta a Incidentes (DFIR)
  3. As fases essenciais do DFIR: coletar, examinar, analisar e relatar
  4. As principais ferramentas do DFIR
  5. Os desafios do DFIR na cibersegurança
  6. O CSIRT, SOC e DFIR na resposta a incidentes
  7. SOC + DFIR, o Cyber Defense Center da RCZ

O que fazer após um ciberataque? Qualquer empresa de qualquer tamanho pode sofrer um ataque cibernético, e como cada empresa lida, seja na etapa de resposta a incidentes mais ativa ou nas lições aprendidas para o aprimoramento das defesas é um dos indicadores da resiliência cibernética.

Porém, um ciberataque pode atingir dimensões que exijam uma investigação mais aprofundada, já que eles podem deixar lastros no ambiente, criptografar ou roubar dados pessoais ou segredos de negócio, além de informações confidenciais sobre o balanço financeiro de uma empresa, por exemplo, e é aí que uma Forense Digital entra para trazer provas digitais.

O real papel do DFIR

A Forense Digital na Resposta a Incidentes (do Inglês, Digital Forensics Incident Response) é o processo que coleta e analisa informações de diversas fontes. Esses dados podem ser logs de ferramentas, arquivos em computadores, servidores e até smartphones para evidenciar a origem de um ciberataque ou até onde os cibercriminosos conseguiram obter informações dentro do ambiente.

Quando um ciberataque ocorre, é necessário que haja uma resposta coordenada entre as equipes de cibersegurança, como o SOC e o CSIRT, que deve ser bem estruturada para que seja ágil, a recuperação das atividades seja acelerada e os prejuízos, mitigados.

A importância de uma Investigação Forense Digital na Resposta a Incidentes (DFIR)

Vamos imaginar o seguinte cenário:

Sua empresa sofreu um ciberataque e precisa divulgar isso publicamente e notificar a ANPD, como manda a LGPD. Você precisa informar neste comunicado qual foi a origem do ataque cibernético, como se recuperaram desse ciberataque e qual sistema, base de dados ou endpoint foi afetado, bem como os possíveis prejuízos.

Hoje, na sua infraestrutura, você conseguiria não somente dimensionar os possíveis prejuízos, mas mapear toda linha de tempo desse ciberataque, além de documentar todo o processo já pensando na otimização da sua cibersegurança?

O DFIR atua justamente nessa investigação, já que a equipe coleta as evidências, e consegue ir da origem até onde os cibercriminosos chegaram, e fornecer esses dados para toda a equipe do SOC e CSIRT, auxiliando na recuperação e evolução da cibersegurança do seu ambiente de tecnologia.

As fases essenciais do DFIR: coletar, examinar, analisar e relatar

Seguindo a Publicação especial do NIST SP 800-86, Guia para Integrar Forense Digital na Resposta a Incidentes, podemos enumerar 4 etapas básicas do DFIR, sendo:

1. Coletar

A primeira fase envolve a identificação, rotulagem, registro e aquisição de dados de todas as fontes potencialmente relevantes. É crucial seguir procedimentos rigorosos para preservar a integridade dos dados desde o início, garantindo que as evidências sejam válidas e não contaminadas.

2. Examinar

Aqui, os dados coletados são processados forensicamente. Utilizam-se métodos automatizados e manuais para avaliar e extrair informações de interesse específico. A preservação da integridade dos dados continua sendo uma prioridade máxima durante o período de examinação.

3. Analisar

Nesta etapa, os resultados obtidos na etapa 2, de examinar, são analisados utilizando métodos e técnicas legalmente justificáveis. O objetivo é obter informações úteis que respondam às questões iniciais que motivaram a coleta e o exame. É onde o “quebra-cabeça” começa a ser montado.

4. Relatar

A fase final consiste em relatar os resultados da análise. O relatório detalha as ações realizadas, explica a seleção de ferramentas e procedimentos, e pode incluir a identificação de ações futuras necessárias (como novas investigações ou correção de vulnerabilidades). Também são fornecidas recomendações para melhorar políticas, procedimentos, ferramentas e outros aspectos do processo forense, permitindo uma evolução da cibersegurança.

As principais ferramentas do DFIR

As ferramentas de trabalho da equipe de Investigação Forense Digital na Resposta a Incidentes se assemelham aos recursos que são utilizados no CSIRT e no SOC, por exemplo. No entanto, possui uma abordagem mais estratégica para ir desde a detecção inicial até a análise forense em si.

Aqui temos cinco ferramentas essenciais para o DFIR:

  • Proteção de Endpoints (EPP, EDR ou XDR): cobrindo de dispositivos a identidade dos colaboradores, é uma ferramenta essencial para detectar ataques que podem começar pelos computadores, celulares ou e-mails.
  • Network Detection and Response (NDR): uma ferramenta de análise de tráfego permite detectar anomalias, gerar logs e enviar alertas para a equipe de SOC.
  • Security Information and Event Management (SIEM): o SIEM permite que todo alerta gerado seja correlacionado para mais inteligência de ameaças, ajudando a equipe a ter uma visibilidade centralizada das anomalias do ambiente, identificando ciberataques que podem estar se propagando pela rede.
  • Cyber Threat Intelligence (CTI): plataforma de inteligência de ameaças para enriquecer dados de ameaças, centralizar informações e facilitar o compartilhamento de informações entre equipes e ferramentas.
  • Ferramentas de Análise Forense: que auxiliam na análise de dados coletados à partir de sistemas operacionais, dispositivos móveis e até mais complexas, como direto da memória RAM ou de pendrives e discos rígidos comprometidos.

Os desafios do DFIR na cibersegurança

Da detecção ao auxílio na resposta a incidentes e reporte de todo cenário, o DFIR enfrenta vários desafios em várias etapas do seu processo, que exigem uma atuação proativa visando minimizar esses riscos.

Entre os principais desafios enfrentados pelo DFIR, podemos listar:

  • Ameaças em constante evolução e Zero-Day: detectar ameaças que já foram publicadas em uma CVE com amplo conhecimento e patchs de segurança é um cenário previsível, no entanto, ameaças estão em constante evolução e detectar ameaças no dia zero, contê-las e se recuperar pode ser um grande desafio.
  • Dados variáveis e voláteis: durante um ciberataque ou até na investigação, a preservação de dados para gerar artefatos é um momento crítico, já que servirá de comprovações sobre um ciberataque e contenção do mesmo. Nisso, dados podem ser alterados, excluídos acidentalmente, o que exige uma ação rápida da equipe.
  • Complexidade dos ambientes: infraestruturas descentralizadas, superfície de acesso a sistemas mais ampla torna o trabalho do DFIR complexo, pois tudo precisa ser monitorado proativamente, de um computador a um celular e servidor, seja ele físico ou em cloud.
  • Conhecimento de novas ferramentas e habilidades da equipe: com várias transformações e novos recursos, uma equipe interna pode não ter todo conhecimento necessário para investigar e responder a incidentes.
  • Agilidade na detecção e resposta: se os ambientes estão complexos e a superfície de acesso mais ampla, detectar um ataque e impedir sua propagação com um curto tempo de resposta, mitigando danos e preservando evidências.

O CSIRT, SOC e DFIR na resposta a incidentes

O CSIRT, SOC e DFIR possuem suas atividades relacionadas, mas atuam de maneiras diferentes na resposta a incidentes:

CSIRTEquipe que vai atuar na resposta a incidentes, coordenando todo plano de recuperação e erradicação de ameaças.
SOCMonitoramento proativo do ambiente de tecnologia, com detecção de ameaças e resposta a incidentes de cibersegurança.
DFIRPós-incidente, coletando evidências, auxiliando nos reportes e evoluindo continuamente a cibersegurança e resiliência cibernética de uma organização.

SOC + DFIR, o Cyber Defense Center da RCZ

O SOC da RCZ combina os recursos de monitoramento proativo, 24/7, com toda parte de investigação e resposta a incidentes, propostos pelo CSIRT e o DFIR, para que sua empresa evolua o patamar da cibersegurança da sua organização.

A segurança cibernética não deve ser algo burocrático, mas sim, um setor estratégico que auxilia a sua empresa a chegar nos objetivos empresariais, mantendo as operações sempre funcionais, seus dados e segredos de negócio seguros.

Veja como nosso SOC atua na resposta a incidentes e fale com a RCZ para evoluir sua cibersegurança hoje mesmo!

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